Caro/a leitor/a:
No contexto da visualização do documentário acerca da vida e obra do fotógrafo Sebastião Salgado, intitulado "O Sal da Terra", conseguimos ganhar a perceção das várias perturbações de caráter económico, social, cultural, ambiental e político com que se debatem as populações de países de “terceiro mundo”. De entre todos os problemas, os que nos propomos a apresentar com maior ênfase, neste trabalho, são: a fome/pobreza na Etiópia e o isolamento/atraso setorial dos países da América Latina (projeto “Outras Américas”). Consideramos, a abordagem dos mesmos, importante, no âmbito da disciplina de Geografia C, uma vez que estes ainda são atuais, verificando-se na maioria dos países em desenvolvimento.
Começando pelo evento da pobreza, gostaríamos de destacar que na sociedade contemporânea ainda se verificam inúmeras discrepâncias entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos, constatando-se, nos primeiros, um excesso de recursos (por vezes levando a doenças como a obesidade) e desperdício dos mesmos e nos segundos uma enorme escassez que leva, na maioria dos casos, à morte por subnutrição. Assim, surgem diversas perguntas a volta desta problemática, como por exemplo: Porque é que o Estado não intervém nestas situações de modo a minimizá-las?; Como é possível existirem países onde tantas pessoas vivem com tão pouco, sendo que noutros há um enorme desperdício?... Neste trabalho procuramos retratar a dura realidade dos países que têm de encarar estes problemas, atribuindo particular atenção ao caso da Etiópia, para assim podermos ir à raiz do problema e sugerirmos soluções para inverter o mesmo. No nosso entender, a pobreza na Etiópia pode ser solucionada através da intervenção de instituições prestadoras de ajudas humanitárias, cujo trabalho junto da população terá inicialmente o objetivo de manter as pessoas saudáveis, através da disponibilização de alimento. Após essa necessidade primária da população ser salvaguardada, será também importante atrair empresas agrícolas e ligadas à pecuária para o país, por exemplo, para que as famílias possam trabalhar nas mesmas e assim obterem um rendimento que lhes permita ter um nível de bem-estar apropriado.
Assim como o caso da Etiópia, existem outros países que registam problemas igualmente alarmantes, como é o caso dos países da América Latina (projeto “Outras Américas”). Estes países apresentam um elevado isolamento e um atraso ao nível setorial, face a países mais desenvolvidos, uma vez que as populações que neles residem vivem apenas daquilo que cultivam (agricultura de subsistência), estando dependentes das condições climáticas e, por vezes, passando por grandes dificuldades. A principal questão que se coloca neste problema é: “O que é que pode ser feito para que estas pessoas tenham outra atividade, que lhes possa proporcionar uma maior “estabilidade”?”. O nosso grupo está de acordo que uma boa solução seria a atração de empresas para estas áreas, de maneira a dinamizá-las e a oferecer um maior número de oportunidades às pessoas que lá vivem. A oferta de formação é outro aspeto igualmente importante, pois só assim é que estas pessoas poderão desempenhar cargos nos setores secundário e terciário, tendo uma remuneração que servirá de sustento para as suas famílias.
Em suma, abordámos dois eventos da nossa história recente, retratados no documentário de Sebastião Salgado: a fome/pobreza e o isolamento e atraso setorial. Estes eventos verificam-se na Etiópia e em alguns países da América Latina, respetivamente. Através deste trabalho, concluímos que, à escala global, existem grandes contrastes entre países, sendo que os países que são mais prejudicados, assim como abordamos neste trabalho, são os subdesenvolvidos.
Após toda esta reflexão, a questão sobre a qual vai incidir o nosso trabalho é “Na sociedade moderna, como é possível ainda existirem países considerados de “terceiro mundo”?”
O seguinte vídeo é o trailer do documentário que serviu de ponto de partida para a elaboração deste blog.
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