A pobreza é um dos principais problemas que afetam os países subdesenvolvidos nos dias de hoje. Provocados por fatores políticos, socioeconómicos, culturais, demográficos e naturais, estes dois problemas são de enorme preocupação para os governos dos países onde acontecem. Apesar das medidas tomadas pelos mesmos e a aplicação de ajudas internacionais, a pobreza ainda tem um grande impacto negativo. Causadas por esta, diversas consequências nefastas como a propagação de doenças, o aumento da taxa de subnutrição, a corrupção política e um baixo valor da esperança média de vida são ainda sentidas em alguns países. Isto significa que nestes países, nem as necessidades primárias podem ser satisfeitas, o que são factos surpreendentes tendo em conta o contraste existente relativamente aos países mais desenvolvidos, onde este tipo de necessidades são prioritárias. Isto levanta a questão: Como é possível que no mesmo mundo existam ainda conceitos de países desenvolvidos e países desenvolvidos como conceitos tão distantes?
Uns sem nada, outros com demasiado. Foi a isto que a humanidade chegou depois de tantos anos de desenvolvimento? Os contrastes são avassaladores e, apesar das ajudas internacionais estarem a atuar nesses países, parecem não ser suficientes.
Começando pela taxa de mortalidade infantil, a mesma tem valores quase nulos nos países mais desenvolvidos, sendo que não apresenta nenhuma ameaça ao estilo de vida da população, enquanto que nos países subdesenvolvidos é ainda nos dias de hoje um enorme problema a que os serviços de saúde não conseguem dar resposta.
Nos últimos anos os valores têm descido significativamente devido aos progressos na medicina e às ajudas externas, mas continuam a ser registados valores completamente inaceitáveis (na perspetiva dos países desenvolvidos), o que revela na Etiópia um grau de desenvolvimento muito baixo. Apesar da imagem acima apresentada ilustrar perfeitamente este contraste deixo-vos com os dados estatísticos que mostram a evolução desta taxa entre 1960 a 2016, na Etiópia e em Portugal.
Fonte:https://data.worldbank.org/indicator/SH.DYN.MORT?end=2014&locations=ET-PT&name_desc=true&start=1966&view=chartUns sem nada, outros com demasiado. Foi a isto que a humanidade chegou depois de tantos anos de desenvolvimento? Os contrastes são avassaladores e, apesar das ajudas internacionais estarem a atuar nesses países, parecem não ser suficientes.
Estas consequências parecem uma imparável bola de de neve que continua a crescer descontroladamente, passo agora a enumerar algumas das principais:
- Analfabetismo
- A elevada Taxa de Mortalidade Infantil
- Subnutrição
- Baixa Esperança Média de Vida
Taxa de mortalidade infantil
Começando pela taxa de mortalidade infantil, a mesma tem valores quase nulos nos países mais desenvolvidos, sendo que não apresenta nenhuma ameaça ao estilo de vida da população, enquanto que nos países subdesenvolvidos é ainda nos dias de hoje um enorme problema a que os serviços de saúde não conseguem dar resposta.

Nos últimos anos os valores têm descido significativamente devido aos progressos na medicina e às ajudas externas, mas continuam a ser registados valores completamente inaceitáveis (na perspetiva dos países desenvolvidos), o que revela na Etiópia um grau de desenvolvimento muito baixo. Apesar da imagem acima apresentada ilustrar perfeitamente este contraste deixo-vos com os dados estatísticos que mostram a evolução desta taxa entre 1960 a 2016, na Etiópia e em Portugal.
Subnutrição
Outra consequência que tem afetado intensamente os países mais pobres é a subnutrição. É chocante que o problema da subnutrição esteja a matar tantas pessoas em certos lugares enquanto que noutros existem enormes desperdícios alimentares. Principalmente num mundo onde uns governos têm que tomar medidas para acabar com a obesidade, outros tentam a todo o custo evitar que os seus habitantes não morram de subnutrição.

Analfabetismo
Apesar de todos os esforços a nível mundial para a diminuição do analfabetismo, o mesmo continua a registar números elevados, estimando-se que sejam analfabetas 65 milhões de pessoas, o que representa cerca de 8.5% da população mundial neste momento. Este problema atinge principalmente os países subdesenvolvidos, que devido à sua fraca economia não conseguem investir na educação dos seus habitantes. Isto tem graves repercussões no futuro desses países visto que com uma população pouco instruída, torna quase impossível a melhoria da situação económica, sendo que ficarão por isso dependentes dos países mais desenvolvidos que exploram essa fraqueza para obter mais lucro.

Esperança Média de Vida
A Esperança Média de Vida revela o número aproximado de anos que um indivíduo irá viver, medido à nascença e variando de acordo com o lugar. Este valor por norma é muito mais elevado nos países mais desenvolvidos devido aos progressos significativos na medicina moderna. No entanto, este indicador apresenta números muito mais baixos em países menos desenvolvidos, devido principalmente à falta de recursos económicos que os impede de investir no desenvolvimento da medicina.

Todas estas consequências aqui mencionadas derivam da situação de pobreza que incide nos países menos desenvolvidos que os impede de investir no desenvolvimento dos mesmos, visto que nem as necessidades básicas da população conseguem ser asseguradas pelos governos como a saúde, educação e alimentação. Isto põe-nos a pensar como nos países desenvolvidos temos as estas necessidades básicas como garantidas e nos países subdesenvolvidos, a população mal tem acesso às mesmas, aqui é que nos deparamos de facto com O Paradoxo dos Tempos Modernos: O facto de existir no mesmo planeta países extremamente desenvolvidos, possuindo tecnologias avançadas, riquezas e dando aos seus habitantes uma excelente qualidade de vida e os "países de terceiro mundo". Apenas o facto de existir um conceito de "país de terceiro mundo" já demonstra que existem de facto fortes discrepâncias em termos de desenvolvimento neste mundo. Então deixo-vos com este vídeo que ilustra estes contrastes.
Vídeo original em: https://www.youtube.com/watch?v=QFrqTFRy-LU&t

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