A
pobreza é um problema com o qual várias regiões do mundo se debatem atualmente, que tem muito a ver com o fraco desenvolvimento dessas
regiões, tal como foi constatado anteriormente.
Importa então saber quais as principais causas para esse fraco desenvolvimento. Entre
elas estão:
- Passado colonial;
- Catástrofes naturais;
- Crescimento demográfico;
- Conflitos armados;
- O Comércio Mundial e a Dependência Externa;
- Políticas Económicas.
PASSADO COLONIAL
No
passado, a Europa definiu as fronteiras entre os vários países africanos, não
respeitando os interesses dos povos locais, gerando problemas e conflitos,
presentes ainda nos dias de hoje. Esses conflitos são, em grande parte, um
entrave ao desenvolvimento desses vários países.
Para
além disso, os países europeus exploraram os recursos naturais presentes
nessas regiões, em função dos seus interesses e escravizaram a população nativa dessas regiões, não lhes dando qualquer formação. Essa falta de formação, atualmente,
é um dos principais problemas para o desenvolvimento dessas regiões, uma vez
que, esta impede quem lá vive de desempenhar um papel ativo na sociedade, vida
política e de executar funções nos setores secundário e terciário. Ainda para
mais, impossibilita-as de desenvolver o setor primário que, segundo o que
consta, é o setor onde está empregada uma grande fatia da população e, sem a
qualificação necessária, será impossível o progresso técnico desse setor e
consequente aumento da produção/produtividade e melhorias das condições de
trabalho e armazenamento.
A
independência tardia também foi um entrave à industrialização e desenvolvimento
destes países, dificultando, mais uma vez, o desenvolvimento dos mesmos.
| Imagem 1: Escravatura. |
CATÁSTROFES NATURAIS
As
catástrofes naturais são muito prejudiciais ao desenvolvimento dos países menos
desenvolvidos, uma vez que estes não dispõe de bens, equipamentos e
organizações para fazer face às mesmas. Normalmente, quando ocorrem catástrofes
naturais nestes países, os danos materiais são muito elevados, tendo um forte
impacto na economia dos mesmos.
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| Imagem 2: Inundações. |
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO
Os
países subdesenvolvidos são os países onde se registam maiores taxas de
natalidade. A natalidade é muito elevada devido a vários fatores, entre eles a
falta de educação/formação da população, o que constitui uma barreira ao
desenvolvimento desses países, uma vez que, o crescimento económico verificado
nos mesmos, não é capaz de dar resposta a todas as necessidades de um número
cada vez maior de pessoas.
A
elevada proporção de jovens, nesses países é demonstrada por indicadores, tais
como o índice de dependência de jovens.
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Mapa 1: Índice de dependência de jovens, nas várias regiões do mundo, em 2017
Fonte: https://data.worldbank.org/indicator/SP.POP.DPND.YG?view=map (Consultado a 28/11/2018)
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Através de uma breve observação do mapa, conseguimos concluir
que os países que apresentam um maior índice de dependência de jovens,
coincidem, na sua maioria, com os países que apresentam um maior IDH e vice-versa. Sendo assim,
está demonstrada a grande proporção de jovens nos países subdesenvolvidos,
relativamente ao número de população em idade ativa, justificando, então, o que
foi referido anteriormente.
CONFLITOS ARMADOS
Muitos
dos países subdesenvolvidos são palco de conflitos armados. Estes conflitos são
mais um dos problemas que impedem o desenvolvimento, uma vez que os mesmos
consomem dinheiro e esforços e, para além disso, impedem a produção, o que
retarda o desenvolvimento.
Ainda
para mais, estes conflitos têm como consequências a destruição de
infraestruturas, as vítimas mortais, os refugiados e o recrutamento de
"crianças soldado".
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| Imagem 3: "Crianças soldado". |
COMÉRCIO MUNDIAL
O
comércio mundial é um um dos responsáveis pelo fraco desenvolvimento dos países
subdesenvolvidos.
Grande
parte dos países subdesenvolvidos são muito ricos em determinados recursos
naturais, mas como não têm uma economia que os permita explorá-los e transformá-los
em produtos com um valor acrescentado superior, vêem-se obrigados a exportar
essas matérias-primas para os países mais desenvolvidos, a preços muito
reduzidos. Por sua vez, esses países mais desenvolvidos, transformam as
matérias-primas que importaram dos países menos desenvolvidos e exportam os
produtos já transformados, a preços elevados, para os mesmos, conseguindo assim vantagens na sua balança comercial.
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Imagem 4: Relações internacionais.
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Sendo assim, os países subdesenvolvidos apresentam um défice nas balanças comerciais, o que os leva, muitas vezes, a recorrer a ajudas internacionais. Contudo, estas nem sempre chegam, na sua totalidade, ao destino pretendido, isto devido a atos corruptos de alguns dos intervenientes na transferência desses apoios.
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| Imagem 5: Influência dos vários intervenientes na transferência das ajudas. |
POLÍTICAS ECONÓMICAS
Em muitos dos países subdesenvolvidos são aplicadas políticas capitalistas (normalmente utilizadas em países desenvolvidos) que, segundo alguns economistas revelam-se completamente ineficientes em algumas realidades. Um desses economistas é Friedrich Engel. Engel refere que: "a Economia Política não pode ser a mesma para todos os países e para todas as épocas históricas". Esta posição é ainda defendida por vários outros economistas, sendo um deles, Jacob Viner, um famoso economista especializado no comércio internacional, que refere que: "O crescimento da importância política e da articulação dos chamados países subdesenvolvidos tornou inaceitável, ao menos para eles, uma economia cuja tónica, seleção de problemas e forma de análise se produzem somente em termos estáticos e unicamente, ou em sua maior parte, à luz das condições e das necessidades dos países mais avançados industrialmente, socialmente mais estáveis e economicamente mais prósperos".
Em muitos dos países subdesenvolvidos são aplicadas políticas capitalistas (normalmente utilizadas em países desenvolvidos) que, segundo alguns economistas revelam-se completamente ineficientes em algumas realidades. Um desses economistas é Friedrich Engel. Engel refere que: "a Economia Política não pode ser a mesma para todos os países e para todas as épocas históricas". Esta posição é ainda defendida por vários outros economistas, sendo um deles, Jacob Viner, um famoso economista especializado no comércio internacional, que refere que: "O crescimento da importância política e da articulação dos chamados países subdesenvolvidos tornou inaceitável, ao menos para eles, uma economia cuja tónica, seleção de problemas e forma de análise se produzem somente em termos estáticos e unicamente, ou em sua maior parte, à luz das condições e das necessidades dos países mais avançados industrialmente, socialmente mais estáveis e economicamente mais prósperos".
No fundo, o que estes economistas querem demonstrar é que cada país tem as suas particularidades e, sendo assim, as políticas económicas devem ser aplicadas tendo em conta esses aspetos. Portanto, tendo os países subdesenvolvidos uma realidade completamente diferente da enfrentada pelos países desenvolvidos, é normal que as mesmas políticas tenham efeitos diferentes, nos dois contextos. Quando aplicadas em países subdesenvolvidos podem até prejudicar a economia dos mesmos.
- 2º período (1989-2001): este período é caracterizado por um modelo económico capitalista, uma economia de mercado. Angola iniciou este novo processo de modo a se ajustar às exigências da conjuntura internacional, inserida num grande movimento global de liberalização económica. No entanto Angola apresentava algumas particularidades que precisavam de ser respeitadas, ou seja, o país tinha várias condicionantes económicas e políticas não possuindo um sistema financeiro desenvolvido, nem próximo ao que era exigido pelo sistema capitalista. O desrespeito por essas especificidades resultou na desaceleração/diminuição do PIB e no aumento da inflação, o que foi prejudicial para a economia do país.
Concluindo, a política económica mais eficiente foi a aplicada neste último período, quando o governo passou a ter uma maior influência na economia do país, mesmo não sendo uma política normalmente aplicada em países desenvolvidos.
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| Imagem 6: Políticas económicas. |
Para concretizar o que foi referido anteriormente, temos o exemplo de Angola. De acordo com a revista de desenvolvimento económico da Universidade do Salvador, a economia angolana pode ser dividida em 3 períodos, cada um correspondendo a uma política económica diferente:
- 1º período (1975-1988): durante este período o modelo económico adotado por Angola foi um modelo de economia socialista com planeamento central, isto é, o estado tinha uma grande influência na economia, demonstrada pela criação de grandes empresas públicas e pela nacionalização de várias empresas privadas. Muitas dessas empresas ainda vigoram em Angola, nos dias de hoje, tais como a SONANGOL e a TAAG, o que demonstra que este modelo económico era de facto eficiente.
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| Imagem 7: Influência do Estado na economia. |
- 2º período (1989-2001): este período é caracterizado por um modelo económico capitalista, uma economia de mercado. Angola iniciou este novo processo de modo a se ajustar às exigências da conjuntura internacional, inserida num grande movimento global de liberalização económica. No entanto Angola apresentava algumas particularidades que precisavam de ser respeitadas, ou seja, o país tinha várias condicionantes económicas e políticas não possuindo um sistema financeiro desenvolvido, nem próximo ao que era exigido pelo sistema capitalista. O desrespeito por essas especificidades resultou na desaceleração/diminuição do PIB e no aumento da inflação, o que foi prejudicial para a economia do país.
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| Imagem 8: Diminuição do crescimento económico. |
- 3º período (2002-2012): este período iniciou-se com a morte do líder do partido opositor ao governo, responsável pelas transformações constatadas anteriormente. Como no período anterior verificou-se que o mercado, por si só, não tinha as condições adequadas para a promoção do crescimento económico, coube ao Estado por intermédio da sua intervenção revitalizar a economia. Essa revitalização foi visível a vários níveis, tais como ao nível do PIB (que aumentou sempre, durante este período), ao nível do desemprego (que diminuiu cerca de 20%) e ao nível da inflação que passou de 105,59% em 2002, para apenas 9,0% em 2012).
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| Imagem 9: Revitalização da economia. |
Concluindo, a política económica mais eficiente foi a aplicada neste último período, quando o governo passou a ter uma maior influência na economia do país, mesmo não sendo uma política normalmente aplicada em países desenvolvidos.









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